São Januário, estádio do Vasco da Gama (Foto: Matheus Lima/Vasco)

"Vasco planeja ter mais coisas relacionadas aos esports em São Januário", diz pings

CEO da divisão de Esports do Vasco falou da relação com o clube e o projeto do time de CS

O Vasco está caminhando para um semestre presente no Counter-Strike e está na disputa do BetBoom Storm #1. Representando o cruzmaltino, Denis "pings" Vidigal, CEO do Vasco eSports, explicou como tem sido o nível de contato entre o Clube de Regatas Vasco da Gama e a divisão de esportes eletrônicos.

"São empresas separadas, como hoje são as SAFs no futebol e o clube em outras modalidades. Eu tenho uma empresa com a licença do Vasco e trabalhamos de maneira separada, porém com apoio do clube. Conseguimos usar as redes sociais, podemos usar o São Januário para fazer alguma gravação. No futuro, o Vasco planeja ter mais coisas relacionadas aos esports em São Januário, depois da reforma. Porém as operações são totalmente separadas", explicou o CEO para a Dust2 Brasil.

"Nós temos um acordo financeiro entre as partes, mas todo o investimento na divisão de esports do Vasco vem da minha empresa. É um trabalho de formiga, vamos tentando crescer aos poucos e creio que temos feito um bom trabalho dentro do que é viável. Queremos melhorar cada vez mais", seguiu.

Um passo importante para um crescimento do Vasco nos esports é encontrar patrocinadores. Desde 2022 à frente do cruzmaltino nos esports, pings conta que tem passado por dificuldades para achar marcas.

"Esports são ingratos. Não recomendo para ninguém investir nesse cenário porque é muito difícil. Quantos times temos no Brasil? Uns 50 em grandes campeonatos? Se tiver 3 a 5 tendo lucro, é muito. Eu tenho um canhão de mídia nas mãos, o Vasco é uma marca muito forte, uma marca sensacional, com uma torcida engajada, história bonita, um time sem hater. Todo mundo gosta do Vasco. Porém, mesmo assim, não consigo um patrocínio".

"Um patrocínio, apoio de uma empresa, é essencial para que consigamos fazer um bootcamp, algo que nunca fizemos, por exemplo, e acontece muito no CS. Nós podemos ver times investindo milhões e eu sepre fico sem entender como essa galera consegue tanto dinheiro para produzir esports. Não entendo. Queremos fazer o projeto crescer, mas há uma limitação financeira principalmente".

Mesmo com barreiras, pings está contente com o que tem realizado com o Vasco nos últimos anos. Visando alçar voos maiores, o CEO pensa grande e tem o Major na mira.

"Queremos mais, quero estar no Major. O sticker do Vasco no CS ia vender demais, iria furar algumas bolhas. Tenho essa intenção de ir para o Major e ser muito maior do que já somos hoje. O tatazin está muito animado com tudo e estamos na luta. É uma luta dos esports e do mercado de CS, que não é fácil", contou pings.

Enfrentando o mercado de CS, pings conseguiu montar um time que conta com nomes experientes e jovens promissores. A mente que lidera o projeto é justamente um dos veteranos, Alef "tatazin" Pereira.

"Praticamente converso todo dia com o tatazin sobre prospecção de parceiros, sobre a line, mudanças, futuro. A torcida do Vasco sempre quis muito CS e eu dei um jeito de entrar. O tatazin chegou com uma proposta legal, com uma line forte, dei uma pesquisada, perguntei para uns amigos e entendi que a escalação tinha potencial. A gente fechou um contrato e estamos trazendo bons resultados."

O Vasco ainda não disputou um torneio presencial, porém a estreia em uma LAN será no FERJEE in House, que acontecerá no Rio de Janeiro.

"Vai ser, no mínimo, muito interessante, ver o Vasco jogar CS no Rio. Isso nunca aconteceu. Não sei se a torcida vai estar lá, porém estamos animados. Nossa line está boa, mas estamos mudando peças, então estamos nos ajustando. Não sei se temos tempo suficiente para conseguirmos o resultado que gostaríamos, mas espero que sim. Vai ter muitos times bons, então quem sabe podemos almejar um Major aí."

Antes do FERJEE in House, o Vasco tem o compromisso online com o BetBoom Storm #1, que acontece online, e o cruzmaltino está na briga pelo título.

"Esse campeonato nos ajuda muito e, se tivesse um desse toda semana, eu estaria tranquilo porque ganharíamos mais premiações e pagar as contas. Estou bem feliz com o convite e animado, acho que vamos brigar pelo topo. E, se Deus quiser, esse dinheiro da premiação vai nos ajudar a melhorar o projeto. Quanto mais torneios assim, melhor", concluiu pings.

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