
Gaules vê g3x "mais próxima que antes" de retorno ao CS
A G3X vai voltar a ter um time de Counter-Strike? Em entrevista à Dust2 Brasil, Alexandre "Gaules” Borba revelou que o momento de voltar a ter um time de CS pode estar próximo. O streamer também falou sobre como faz para dividir seu tempo entre as transmissões de CS2 e de Kings League, e falou sobre não ter sido escolhido para o comitê brasileiro da ENC.
“Eu nunca escondi que essa vontade (da G3X voltar para o CS) sempre existiu e vai existir, acho que é mais sobre encontrar o momento certo. Dentro de tudo que vivemos nesses últimos anos, acredito que esse momento certo acaba estando mais próximo do que antes. Então, acredito que (a G3X vai ter um time de CS) em um futuro, que pode ser breve ou não tão breve, mas vai ter ainda.”
Gaules deixou claro que tem sim vontade de ter um time de CS2 da G3X, mas já existem planos para que isso vire realidade? O streamer revelou que sim
“De certa forma sim (existem planos para volta ao CS), sempre tentamos monitorar qual seria esse momento certo, porque sabemos o quanto a comunidade quer isso, e o quanto é um projeto que precisa ser colocado um carinho. Então, nesse momento estamos olhando, e acredito que pode ser em um futuro por aí.”
No passado, a G3X foi um dos principais times do cenário brasileiro de Counter-Strike, mas hoje a organização virou um dos grandes nomes da Kings League. Gaules contou como faz para dividir seu tempo entre as transmissões de CS e de Kings League, e revelou que não é fácil.
“Estou equilibrando pratos. Acho que a Kings League é um produto agora mundial, e que tem uma conexão muito grande com a comunidade brasileira, tudo que envolve futebol, o brasileiro é apaixonado. Eu acho que a nossa comunidade aceitou e recebeu com muito carinho esse nosso projeto, que é algo que podemos torcer junto para um time que gostamos. Então, acho que agora é torcer para os calendários se conflitarem o menos possível e continuar fazendo assim, eu tento até não pensar muito.”
“Já tiveram alguns dias que poderia ter caído o jogo do Brasil (de CS) ao mesmo tempo que o jogo da G3X. Eu penso que o que for pra ser vai ser. Até no último mundial, que ia cair junto com o Major, acabamos não nos classificando com o time da Kings League e aí podemos fazer o mundial. Eu tento não pensar tanto, ter essa ansiedade do que vai acontecer e sim ir deixando esse dia a dia e até o momento as coisas estão indo”, complementou.
E com essa divisão de tempo, também vieram críticas por parte da comunidade. Alguns torcedores alegam que Gaules está “abandonando” o CS para focar na Kings League, mas o streamer contou que isso é normal, e ele acaba vendo como uma coisa positiva, pois quer dizer que as pessoas gostam do seu trabalho.
“Acho que é muito natural, como sempre foi. A comunidade é muito carinhosa, ela abraça muito, mas ela também cobra muito. Realmente, transmitir 16 ou 18 horas por dia igual era na pandemia, com campeonatos online. Hoje vivemos em outra realidade. Até o formato do CS, ele acaba hoje sendo mais dinâmico, com menos rounds. Acabou de ter a Pro League com uma fase online de mais de 10 dias, onde os jogos eram online, quatro MD3 todos os dias, entre 12 e 14 horas, todos os dias. Eu transmiti todos os dias. Então, eu acho que isso não importa, se eu fizer todos os dias de stream, durante um mês, daqui um mês e um dia já vai ter de novo essa cobrança.”
“E essa cobrança fala sobre o quanto a comunidade gosta do que eu faço, do que uma cobrança em si. Você não vai cobrar alguém que você não tenha carinho ou que você não goste de ver. Então, eu levo muito mais nesse sentido. Todo dia, quando eu vou fechar a live, eu espero que as pessoas falam, ‘pô, mas já?’ e é melhor do que falarem ‘pode ir embora, não queremos mais ver’. Então, eu sinto muito nesse sentido", continuou.
Esports Nations Cup e briga por direitos de transmissão
Na última semana, a Esports Foundation divulgou que Jaime Pádua, CEO da FURIA, e Yuri "Fly" Uchiyama, CEO da Gamers Club, serão os responsáveis pelo Brasil na Esports Nations Cup. A dupla lidera a Aliança Brasileira de Esports (ABE), que conta com organizações como FURIA, LOUD, MIBR, LOS, paiN, RED Canids e Fluxo. Gaules contou que também se inscreveu para liderar um projeto do Brasil, mas que não sente mágoa por não ter sido escolhido.
“A gente se candidatou. Temos uma proximidade muito grande com o pessoal da EWC, até pela transmissão, que sempre fazemos de todos os jogos. No ano passado transmitimos todas as modalidades. Na época que eles foram fazer essa seletiva, pedindo as inscrições, eles falaram, ‘vocês não querem se inscrever? Acho que em tudo a ver, se vocês quiserem encaminhar um projeto'.”
“Então estudamos, mandamos um projeto, e quando eu ouvi que tinha esse projeto com vários times brasileiros e com o Fly, eu acho que eu estava até torcendo um pouco para eles, porque eu acho que faz muito mais sentido. Então, se os times se organizaram para fazer algo nesse sentido, que seja bom. Acho que a preocupação era ser algo bom pro Brasil. Já vimos em alguns momentos serem coisas que talvez não estavam tão conectadas com a comunidade, com esses nomes, com as pessoas que estão lá envolvidas. Acho que foi muito tranquilo para todo mundo", complementou.
Gaules também falou sobre a disputa com a BetBoom por direitos de transmissão: “Acho que é uma coisa de mercado. Hoje existe uma demanda diferente do que era antes. Sabe hoje o quanto esse mercado de bet está presente em todos os esportes, não só no eletrônico, mas sim no esporte no geral. E acho que agora estamos nos adaptando um pouco o mercado em relação a isso. Acaba sendo nesse momento até um pouco mais tranquilo, porque o custo que a gente tinha para arcar com todos os direitos de transmissão, hoje acabamos não tendo. Sempre pensamos em como que a gente conseguiria continuar transmitindo. Se vai ter mais uma pessoa, mais 20 pessoas transmitindo junto, para nós isso nunca foi um problema".





















