
flameZ mira 13º título no Rio: "Temos o Grand Slam e queremos ganhá-lo"
Assistir a Vitality pode ser enjoativo, mas Shahar "flameZ" Shushan garante que participar da era da equipe não é. Após conquistar seu 12º título na BLAST Open Rotterdam, o jogador disse que a equipe segue motivada.
"Não, não fica entediante. É animador. Algumas vezes menos, outras mais, mas sempre procuramos novas motivações, coisas que nos animam e nos dão mais energia para vencer e esse foi o caso hoje", disse flameZ em entrevista à Dust2 Brasil após a decisão contra a NAVI.
"Para ser honesto, acho que não jogamos o CS que costumamos jogar (na final). Acho que poderíamos ter sido mais dominantes, sempre queremos mostrar um CS dominante. Em alguns rounds fomos desleixados. O primeiro mapa não foi apertado, foi 13-7 ou 13-8, mas poderia ter sido. A Dust2 sinto que poderia ter sido 13-5. Não é que jogamos mal, mas poderíamos ter jogado melhor", disse.
O título foi o 12º em 14 finais disputadas pelo time desde o início de 2025, quando Robin "ropz" Kool chegou. Para flameZ, o segredo para ter um aproveitamento tão alto nas decisões está no entrosamento.
"A experiência que temos de jogar uns com os outros, saber do que o outro é capaz, as fraquezas e como ajudar. É sempre o caso com esse tipo de pressão", disse.
Agora, o time tem a chance de fazer ainda mais história. Na IEM Rio no mês que vem, a Vitality pode conquistar seu quinto título e concluir o Grand Slam, se tornando a primeira equipe a fazer isso duas vezes.
"O próximo campeonato, no Brasil, vai ser muito mais estressante porque temos um Grand Slam e queremos ganhá-lo. Há sempre pressão no jogo, coisas que o fazem jogar um pouco menos focado. Vai ser assim, tentamos ajudar uns aos outros, ser abertos se estamos nervosos e estressados", disse.
Mesmo que não levante a taça no Rio, a Vitality terá ainda muitas oportunidades de fechar o Grand Slam, como na IEM Atlanta em maio ou no IEM Cologne Major em junho. flameZ, porém, quer a barra de ouro o mais rápido possível.
"Obviamente sabemos que temos chances, mas não queremos encarar isso dessa forma. Queremos ganhar no Rio não só porque é o Grand Slam, queremos ganhar porque queremos manter nosso streak (de mapas vencidos) e tudo mais", disse.
"Temos um bom período de tempo até aqui, está me lembrando a primeira temporada (do Grand Slam), queremos seguir vencendo, fortes, não há motivo para não vencer o Grand Slam no Rio, porque, se fizermos lá, aliviaríamos muito a pressão", continuou.
"E fica sempre na sua mente ganhar o Grand Slam e o Major no mesmo campeonato, mas você não quer essa pressão dupla. Há tanto em jogo numa final de Major, e você quer só aquilo, que já é grande o suficiente, não precisa de um Grand Slam para aumentar a pressão", completou o jogador.
Letal
flameZ foi o único jogador da Vitality que não conquistou nenhum prêmio no HLTV Awards, já que Danil "donk" Kryshkovets domina a categoria voltada aos entry fraggers. O jogador costuma brincar com a falta de títulos individuais, mas o desempenho é sério - flameZ acumula um rating de 1.29 nos últimos três meses e esteve na briga pelo MVP da BLAST Open Rotterdam, que acabou com ropz.
"Sendo honesto, eu acho que, nesse time... hoje não fui tão bem... a razão de o ropz ter diminuído seu nível é porque eu subi o meu. Quando eu consigo dois entries, ele não tem nada para fazer no round, porque eles estão guardando arma. O ropz continua o jogador insano que ele sempre foi", disse.
"Nesse time, se o ZywOo não tem um jogo em que ele se destaca, você tem eu, ropz, mezii, que é muito bom, muito consistente e estável. E tem o apEX, que a cada 2 ou 3 campeonatos tem partidas muito boas, normalmente nos playoffs, e isso ajuda muito. Hoje, o Dan (apEX) passou calls incríveis nos dois primeiros mapas, muito bem, e, no terceiro mapa, fomos muito bem. Quando esse é o caso, o Dan está se sentindo bem, os demais estão bem, é letal. A Vitality é muito forte", finalizou.




























