Juve, do Fluxo, durante o BetBoom RUSH B! Summit Part Deux

Juve sobre Fluxo: "Não viria se não acreditasse que somos capazes de ir ao Major"

Treinador falou sobre período de adaptação, "namoro antigo" com organização e chances de ir ao mundial

Gustavo "Juve" Alexandre chegou ao Fluxo no olho do furacão, mas o fez porque acredita na equipe. Contratado já no início de fevereiro e com o time passando por mudanças de função e de jogador, o treinador português está focado em se adaptar e adaptar os jogadores.

"Não dá para fazer muita coisa profunda, porque é muita troca. Já trocaram dois jogadores, já mudou muita função dentro do jogo antes da minha chegada. Estamos tentando nos adaptar ao máximo com o que temos", disse Juve em entrevista à Dust2 Brasil durante o BetBoom RUSH B! Summit Part Deux.

Juve disse que a primeira das mudanças - Raphael "exit" Lacerda assumindo a função de IGL -, já estava em andamento quando ele chegou.

"Eu questionei isso na entrevista com o Fluxo, porque o exit tinha vindo e não tinha virado o IGL. Ele mesmo disse que não queria ser IGL quando veio para o Fluxo, mas estou me dando muito bem com ele, temos uma boa visão de jogo juntos, então tem sido muito bom trabalhar com ele", disse.

"Eu sou um treinador um pouco chato. Se perder 5 contra 3, perder ninja defuse, rounds impossíveis, sou aquele treinador um pouco mais chato. Eu tirei um pouco disso do exit para que ele consiga ter um bom ambiente com o resto da equipe e para que todos confiem nele, que ele não tenha que ser esse cara chato. Faço o trabalho do policial malvado", completou.

A outra mudança - a saída de Lucas "decenty" Bacelar -, partiu de uma decisão do jogador e da organização, mas Juve não deu muitos pistas sobre o futuro, e fugiu dos questionamentos sobre a permanência de Matheus "mlhzin" Marçola no time titular.

"O mlh está completando para nós nestes campeonatos e é isso que vai ser. Não há nada para adicionar", disse.

"Neste momento é o mlh que joga por nós", insistiu.

O treinador, porém, encheu o "miúdo" de elogios.

"É um jovem sensacional", disse.

"Ano passado levou o Fluxo ao Major, fez parte do core, então todos têm de confiar nele. Por mais que ele esteja jogando em várias posições (que não costuma jogar), está fazendo o seu melhor e é um cara muito profissional", completou.

E a convivência com os novos comandados tem sido positiva, apesar do perfil mais linha dura do treinador.

"Eles ficaram um pouco surpresos, porque começaram a apagar VODs com erros (risos). O kye inclusive streamou apagando as VODs (risos). Tem sido tranquilo, o pessoal respeita, faz o que é pedido, tem sido profissional ao máximo, não tenho nada para criticar", disse.

Namoro antigo

Apesar de só concretizada nesta temporada, a aproximação de Juve e Fluxo é antiga, com o português no radar do time desde sua chegada aos holofotes comandando a Into the Breach no BLAST.tv Paris Major.

"Em 2024 eu achei mesmo que vinha para cá. Infelizmente não foi para frente. Esta temporada eu já não contava com nenhuma oferta, porque fiquei free agent muito tarde na temporada, no fim de janeiro. Mas chegou a proposta, as coisas se alinharam", contou.

O namoro, porém, ficará a distância. Juve não pretende se mudar para o Brasil e participará apenas de campeonatos ou bootcamps no país.

"Eu vou continuar trabalhando de Portugal, não vou mudar para o Brasil. Venho para cá nos campeonatos e nos bootcamps necessários, mas vou continuar fazendo minha vida lá", disse.

9% de chance, 91% de fé

Ao mesmo tempo que tenta adaptar o time, Juve tem que chegar também ao IEM Cologne Major, o grande objetivo de todos os times de ponta. A vitória no primeiro jogo do BetBoom RUSH B! Summit Part Deux diante da Marsborne foi valiosa.

"Estamos muitos pontos atrás na corrida pelo Major e só essa vitória já nos deu 50 pontos", disse.

E, enquanto tenta colocar sua cara no time, ele também faz contas. E tem um pouco de fé.

"A curto prazo é complicado instalarmos uma cultura grande na equipe ou implementar estudo. Temos que coordenar os básicos, minimizar os erros etc. Acho que temos 9% de chances de chegar ao Major, pelo que eu vi nas estatísticas, mas, pelo que eu soube, tínhamos 6% no ano passado. Se conseguimos ano passado, por que não conseguir de novo?", indagou.

"Tem que ser um pouco dos dois mundos. O Major é muito importante, não só para a organização como também para os jogadores e, obviamente, para mim. Eu não viria para cá se não acreditasse que a equipe é capaz de ir ao Major", disse.

"É procurar o melhor dos dois mundos e, acima de tudo, a mentalidade da equipe e o que temos que fazer, minimizar os erros, o que vai nos ajudar a perder menos jogos para equipes que são teoricamente mais baixas que nós, o que já aconteceu no passado, e, se conseguirmos capitalizar nisso, conseguiremos os pontos para chegar ao Major", finalizou.

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