
Marsborne faz tour sul-americano para chegar ao Major
Virou comum ver times latinos indo para América do Norte ou Europa na busca pelos valiosos pontos do Valve Regional Standings (VRS), mas, até o momento, só um time fez o movimento contrário. Atualmente na 15ª colocação do corte americano do ranking, a Marsborne vê no Sul do continente uma chance de jogar seu primeiro Major.
O capitão Danny "Cxzi" Strzelczyk explicou do "tour" da Marsborne, que já disputou o FireCONTER no mês passado, está no BetBoom RUSH B! Summit Part Deux e também jogará o Circuit X Pantanal na semana que vem.
"Podemos jogar Fragadelphias ou os menores campeonatos na Europa, mas a premiação ajuda no peso do evento no VRS, e os eventos na América do Sul têm uma premiação muito boa, maior que na DraculaN e em outros organizadores mais conhecidos do tier 2", disse Cxzi em entrevista à Dust2 Brasil.
"E eu acho que o gap entre os times da América do Norte e do Sul não é tão grande quanto era no passado. Eu acho que ele diminuiu muito. Você tem MIBR, paiN, Legacy e até a Imperial que estão acima dos outros, mas o resto está mais ou menos no mesmo nível", completou.
Além da premiação gorda e do nível semelhante, há também o confronto direto. Uma vitória ou uma derrota jogando contra os concorrentes do ranking americano tem um impacto muito mais visível no complexo sistema.
"Também faz sentido para os times americanos jogarem contra seus competidores diretos porque, se você vencer, é um grande feito no VRS. Se você ganhar da Sharks, é um aumento de 50 pontos para nós, e se perdemos para alguém, perdemos menos 20 ou 30 pontos. Tudo depende de nós. Podemos controlar melhor nosso destino ao jogar contra esses times, é uma mudança grande e importante para o Major", disse.
Apesar das boas justificativas, a maioria dos conterrâneos de Cxzi não enxergaram a mesma oportunidade que ele - ao menos não em tempo hábil.
"Ouvi que alguns times tiveram a ideia de vir para mais LANs no SA. Algumas já estão finalizadas. Acho que a tendência começou tarde, porque nós nos inscrevemos na FireCONTER, nesses eventos (RUSH B! e Circuit X Pantanal). Quando todos os outros começaram a olhar, todas as inscrições já estavam encerradas", contou.
"Talvez, na próxima temporada, vejamos times como NRG e M80 participando desses eventos. Faz sentido com o bônus de premiação que você pode ter no VRS", continuou.
"Faz mais sentido vir aqui do que ir para os europeus. É mais barato ir para alguns países na Europa do que para a América do Sul. Não diria que é uma grande diferença, mas é uma das coisas que notei de diferente", completou o jogador.
Mesmo que o foco esteja no servidor, Cxzi disse que teve a chance de conhecer alguns lugares de Buenos Aires e quer ao menos ir em uma churrascaria em São Paulo. Questionado sobre o calor que pode enfrentar em Cuiabá, ele comemorou e contou que a distância da cidade, que receberá o Circuit X, surpreendeu.
"Não percebi quão distante era. Vimos que era um voo de duas horas, aí alguém sugeriu de alugarmos um carro e dirigir até lá. Mas aí eu vi que ficaríamos tipo 20 horas no carro, porque você não pode ir direto, tem que passar por várias áreas, e aí não funciona. Não vamos fazer isso, vamos pegar o voo, que é fácil, e estaremos lá em duas horas", afirmou.
"Estou animado, o clima está ótimo. Comparado à minha casa, com -6º C, é muito melhor aqui. Eu odeio o frio. Isso é muito melhor", continuou.
E a temporada latina pode ganhar mais um capítulo antes do fim da temporada, já que há um espaço na agenda da Marsborne para um possível Circuit X Mayhem. O time, porém, ainda não se decidiu.
"Debatemos o assunto e, até o momento, vamos participar da Fragadelphia ainda (na semana. Mas depende de que lugar estaremos depois desse evento e do Circuit X. É quando tomaremos nossa decisão no que vai fazer sentido para nós, se vai ser uma LAN na Europa em vez da FRAG ou vir para o Circuit X. Vai depender do que fará sentido naquele momento", finalizou.




























