
Valve se pronuncia sobre processo judicial e compara caixas com Labubu
A Valve falou publicamente pela primeira vez sobre o processo sofrido pela empresa por parte da Procuradoria-Geral do Estado de Nova Iorque. Em comunicado publicado na Steam na tarde desta quarta-feira, a empresa disse discordar das reivindicações da procuradoria e comparou as loot boxes com itens colecionáveis, como cartas de Pokémon e bonecos Labubu.
De acordo com a nota da Valve, as caixas presentes em jogos como Counter-Strike 2, Dota 2 e Team Fortress 2 não são formas de violação das regras contra apostas do estado de Nova Iorque, e que já havia alertado isso à procuradoria desde 2003. Na visão da Valve, as caixas são como outros itens colecionáveis no "mundo real".
"No lado físico, produtos populares usados dessa forma incluem cartas de beisebol, Pokémon, Magic the Gathering e Labubu", escreveu a empresa.
A argumentação da Valve é que estes itens não trazem vantagens nos jogos e são puramente estéticos, não tornando os jogadores obrigados a fazerem a abertura de caixas. Ainda segundo a empresa, a maioria dos jogadores não abre os itens e apenas joga.
A Valve também destacou que colabora com o fechamento de plataformas que usam os itens para apostas e outros descumprimentos dos termos de uso da Steam. A empresa diz ter deletado mais de um milhão de contas ligadas a sites fraudulentos, além de lançar ferramentas específicas para dificultar as ações desses atores, como a reversão de trocas ou a proibição dessas empresas em patrocinar campeonatos de seus jogos.
Outro ponto tocado pela Valve foi a demanda da procuradoria em fazer com que os itens não sejam negociáveis e voltou a compará-los com outros itens colecionáveis. A empresa também registrou a preocupação com a demanda por métodos de verificação mais invasivos na hora do pagamento dos itens.
A Valve também destacou que algumas falas da procuradoria em relação a violência do mundo real e os games são "uma distração e uma descaracterização já conhecidas" e que há vários estudos que mostram que essa ligação não existe.
Por fim, a empresa disse que irá acatar a decisão do júri. A desenvolvedora destacou que seria "mais fácil e barato" fazer um acordo com a procuradoria, mas que isso seria prejudicial para seus usuários e os desenvolvedores de jogos, além de "impactar na habilidade de inovar no design de jogos".
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