
Fora do Major, WOOD7 desabafa: "Faltou ganharmos um campeonato"
Não foi dessa vez que Adriano "WOOD7" Cerato voltará ao Major. Classificado com o MIBR em 2022 e com o Fluxo em 2023, o jogador não conseguiu conduzir a ODDIK ao IEM Cologne Major e não escondeu a frustração.
"O sentimento é de tristeza. Acredito que nós pegamos um time novo, tivemos tempo de estruturar, fazer as coisas, evoluímos muito durante o semestre inteiro. Mas faltou", disse WOOD7 em entrevista à Dust2 Brasil após a eliminação no Circuit X Mayhem São Paulo.
"Durante todo o semestre nós não entramos no top 10. Talvez agora no final nós buscaríamos uma run milagrosa. Diferente do semestre passado, onde ficamos no top 10 por seis meses e na última semana perdemos um campeonato e saímos fora. São aprendizados. Nós nos propomos a pegar um time jovem, crescer com os meninos e crescemos, tanto que chegamos no último dia de run do Major com chances. O sentimento é de tristeza, mas sabemos que fizemos de tudo", completou.
Para WOOD7, o time pecou em não conseguir capitalizar momentos importantes ao longo de todo o semestre, sempre perdendo nos jogos que tinham maior número de pontos em jogo.
"Temos que aproveitar as oportunidades, então, por exemplo, tivemos jogos que deveríamos ter fechado e que pontuaríamos muito e não fechamos. Contra a Legacy nós ganhamos o primeiro mapa e não fechamos, ontem contra a 9z ganhamos o primeiro e não fechamos. Tivemos boas oportunidades durante o semestre de pontuar bem, ficar bem ranqueado, e não aproveitamos", afirmou.
E, além disso, WOOD7 avalia que faltou erguer troféus - não só pelos pontos, mas também pela confiança.
"Se um time quer chegar ao Major ele tem que ser campeão, ser dominante. O Major tem a questão financeira e o prestígio, mas é só um passo. Não adianta chegar lá e fazer 0-3, passar vergonha. Faltou realmente ganharmos um campeonato e sermos dominantes", disse.
"(Fazer algo) parecido com o que a Sharks fez no início do semestre ou com o que a 9z está fazendo agora, sendo regular e vencendo campeonatos. Estamos há bastante tempo batendo na trave nesse sentido. Vamos bem, mas não ganhamos o campeonato com os melhores times. Isso faz diferença e é por isso que nós, mais uma vez, não classificamos", completou.
Para WOOD7, uma taça ajudaria o time a entender que a trajetória está correta.
"Ganhar traz o sentimento de que estamos fazendo o certo, então a confiança impacta muito em times que estão ganhando títulos, porque é a comprovação de que as coisas estão dando certo e estamos no caminho correto. Faltou, nos dois semestres, esse super campeonato, para termos certeza de que estávamos no caminho. A confiança no CS é muito importante", afirmou.
"Olha a 9z. Ela começou a ganhar campeonatos, jogar tier 1 e virou um outro time dentro do servidor. Dá para dar exemplo de N times que estão no nosso cenário. A própria Sharks, que começou a ganhar campeonatos no início e já era outro time dentro do servidor. Isso é importante", continuou.
E, para esse título vir, WOOD7 acredita na necessidade de uma mudança de postura.
"Sempre batemos na trave. Atribuímos bastante à experiência. Mesmo antes de fazermos as mudanças tínhamos um time jovem. Claro, tínhamos o cold, que era uma super estrela, eu que joguei muito tempo, mas era um time cuja base era jovem. Não é uma base que jogou consistentemente em campeonatos tier 1. Sempre atribuímos isso à falta de dar esse passo a mais. Nós precisamos virar essa chave. Todos os jogadores precisam virar essa chave. Já deu tempo o suficiente para virarmos essa chave", desabafou.
Para o capitão, o próximo passo é entender se esse é o time que seguirá junto para o próximo semestre. Antes disso, porém, é necessário esfriar a cabeça.
"Agora precisamos sentar e reavaliar o que fizemos. Agora estou de cabeça quente e tudo que eu falar é complicado, porque não sabemos nada ainda. Temos que ter lucidez, avaliar o que queremos, qual time queremos no próximo split, com qual característica e quem são as pessoas com quem gostaríamos de estar juntos trabalhando", afirmou.
"E, mais uma vez, como todos os outros semestres, é resiliência. Vamos ganhar, vamos perder e não temos o que fazer. Temos que trabalhar duro, como sempre trabalhamos", finalizou.
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