try durante a IEM Rio

try lamenta ausência de Senzu: "Provavelmente é a peça mais forte do time"

Com complete, Passion UA sofreu a segunda derrota e foi eliminada da IEM Rio nesta terça-feira

A Passion UA foi eliminada da IEM Rio após a derrota contra a B8 por 2 a 0 no jogo eliminatório nesta terça-feira. Santino “try” Rigal falou sobre a campanha da equipe no campeonato e lamentou a ausência de Azbayar “Senzu” Munkhbold com o time ao longo do torneio. O jogador também levantou os principais pontos que acabaram prejudicando o time em outros torneios que aconteceram antes do corte para o IEM Cologne Major e comparou os cenários da América do Sul e da Europa em entrevista à Dust2 Brasil.

Para o argentino, jogar sem Senzu no campeonato acabou “machucando o time”. O jogador da Mongólia não pôde participar do torneio por conta das regras da ESL. Para preservar o convite conquistado por meio do VRS da América do Norte ao evento, a equipe precisaria manter uma maioria de jogadores da região, assim como na data do corte. Para solucionar o problema, a organização contou com o canadense Justin "FaNg" Coakley durante o torneio.

“O campeonato é difícil, só tem time bom, acabamos jogando com complete, mas o FaNg fez um bom trabalho, fez o que deu, mas infelizmente o Senzu provavelmente é a peça mais forte do time, então jogar sem ele machucou o time.”

Anunciado na equipe em fevereiro, try comentou sobre como está sendo a adaptação na Passion UA nesses primeiros meses de time e, também, levantou os principais pontos que prejudicaram a equipe na corrida por uma vaga no primeiro Major do ano.

“Tá sendo legal, tem várias formas de como eles veem o CS e eu estou aprendendo. Estou me adaptando bem, mas lógico que no começo foi difícil, mas, agora, já estou entendendo melhor.”

“Acabamos não tendo muito treino depois da ESL Pro League porque houveram problemas de visto. Treinamos cada um de suas casas. A falta de bootcamp e de treino afetou um pouco naqueles campeonatos na Romênia. Não deu certo, mas tentamos o nosso melhor.”

O argentino comparou os cenários da América do Sul e da Europa e falou sobre as principais diferenças de treinos, campeonatos e jogadores de cada região.

“Em relação ao time, as pessoas, cada um é de algum lugar, então é um pouquinho diferente a cultura, mas de campeonato, o diferente é que jogamos Tier-2/3 na Europa e é um pouquinho mais forte que o Tier-2 no Brasil. Acho que a maior diferença é isso, de treino não tem muita diferença, só quando treinamos na Europa, em bootcamp.”

try destacou os pontos que a Passion UA deve melhorar para conseguir um resultado melhor na IEM Atlanta, próximo compromisso da equipe, em maio, nos Estados Unidos. O jogador afirmou que o time deve se alinhar melhor, mas destacou que presença de Senzu e, consequentemente, uma escalação completa no campeonato fará diferença no torneio para o time.

“Acho que se alinhar, às vezes não estamos na mesma página e isso acaba prejudicando o time. Acho que temos que sentar, conversar e se alinhar.”

“Não sei se teremos melhores resultados, mas tomara que sim. Agora, o Senzu vai viajar e treinar conosco e acho que isso vai ajudar o time a ter melhores resultados”, finalizou o jogador.

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