
yungher: "Mesmo com o vazio no calendário, a motivação é alta porque é a minha vida em jogo também"
O MIBR feminino está confirmado na BetBoom Storm #3. Estreante na competição, a equipe participará de mais um torneio misto nesta temporada. Com um vazio no calendário do cenário feminino, a equipe precisou se adaptar e, agora, se planeja para atuar em diferentes campeonatos da região.
Giovanna "yungher" Yungh falou sobre o momento desafiador do cenário inclusivo e compartilhou os objetivos da equipe que conquistou troféus na última temporada para este ano. A awper também revelou detalhes de como será a preparação do time para o Rainhas do Clutch e destacou os objetivos do MIBR feminino nesta edição da BetBoom Storm em entrevista à Dust2 Brasil.
Apesar do número reduzido, a América do Sul ainda se destaca com o maior número de organizações femininas presentes no cenário de Counter-Strike. Com o fim da ESL Impact, circuito mundial que esteve presente na modalidade entre 2022 e 2025, a maioria dos clubes acabou dispensando suas respectivas equipes inclusivas.
A BIG Equipa, última campeã do torneio, se despediu do cenário feminino no final do último mês. A antiga line da Imperial Valkyries, maior vencedora do circuito, com sete troféus conquistados, também foi afetada e se viu sem o apoio de uma organização até fechar com a Clutchain.
Vice-campeã da ESL Impact Season 8 com o MIBR, yungher falou sobre como enxerga o momento atual do cenário feminino.
"Hoje eu vejo o cenário de forma fragilizada e desafiadora. O fim da ESL Impact, o encerramento de várias organizações, inclusive a BIG, atual campeã, Imperial, multicampeã, a ausência de campeonatos, me deixam claro a falta de investimento, interesse e carência que o cenário está passando."
A awper destacou a falta de investimento e a ausência de um calendário consistente como uns dos motivos que acabaram prejudicando o cenário feminino. yungher também mencionou a possibilidade de torneios mistos abrirem mais espaço para times femininos em suas competições.
"Acredito que gire em torno de investimento, ter um calendário consistente e campeonatos anuais com premiação atrativa. Muitas lines femininas acabaram porque não havia estrutura pra se manter, mesmo com alto potencial. Então no mundo ideal, seria essencial que tivéssemos grandes organizações acreditando mais no feminino, se torneios mistos tivessem mais espaço e se novos campeonatos ganhassem força pra se manterem constantes."
Sem um calendário exclusivo dedicado para o cenário feminino estabelecido, o MIBR feminino esteve presente em alguns torneios mistos da região neste semestre. A equipe disputou duas edições do CCT, compete em ligas da Gamers Club e está confirmada na BetBoom Storm #3. A jogadora de 28 anos falou sobre como o time tem se planejado neste ano e compartilhou quais são as prioridades do elenco para esta temporada.
"No início estávamos focadas nos campeonatos femininos e nossa ideia agora é jogar o que tiver pela frente para criar mais estabilidade e ritmo de jogo. Temos participado do CCT, BetBoom, algumas ligas mensais da Gamers Club e isso nos ajuda muito a manter o ritmo competitivo e a ganhar mais experiência contra times mais consolidados pra subir ainda mais nosso nível."
A FERJEE compartilhou novas informações sobre o primeiro mundial feminino da organizadora no último mês. A federação realizará o Rainhas do Clutch entre os dias 23 e 26 de junho no Rio de Janeiro. A quarta edição do torneio terá duas equipes da região, um time da América do Norte e outro da Europa. Com todas as vagas preenchidas por meio qualificatórias regionais, yungher revelou como será a preparação da equipe para se firmar entre os classificados na competição.
"O mundial é o momento mais aguardado do ano e pela primeira vez será aqui no Brasil, no Rio de Janeiro. Ainda estamos definindo os detalhes, mas teremos um bootcamp intenso, provavelmente em São Paulo, e, nesse período, contaremos com a ajuda de um analista também."
O MIBR possui um confronto marcado na estreia da BetBoom Storm. A equipe enfrentará a Bounty Hunters, às 20h, na próxima terça-feira na rodada inaugural da competição. yungher falou sobre a importância de participar do torneio que conta com a presença de equipes mais consolidadas no cenário misto da região.
"É um campeonato muito importante para nós e estamos animadas com essa oportunidade porque nos coloca diretamente contra times mais consolidados do SA. Para nós, que estamos constantemente buscando evoluir e ganhar um ritmo mais "malicioso" de jogo, é fundamental para testarmos nosso nível e continuar crescendo como time."
O MIBR levantou o troféu nas duas LANs que aconteceram no cenário feminino da região na última temporada. Campeão na Lótus Challenge, em agosto, e no Rainhas do Clutch, em novembro, o time fechou 2025 com o 1° lugar na ESL Impact League Season 8 SA e, posteriormente, com o vice-campeonato na LAN realizada em Estocolmo, na Suécia. Mesmo com o vazio no calendário competitivo do cenário feminino neste ano, a jogadora mantém firme a motivação em continuar crescendo com a equipe para repetir o feito do último ano.
"Nosso objetivo em 2026 é conquistar o que ainda resta de campeonato feminino aqui na região, melhorar nosso jogo coletivamente e abraçar todas as oportunidades que aparecerem. Tivemos excelentes resultados em 2025, então o ideal seria manter esse patamar e crescer ainda mais. Mesmo com o vazio no calendário, a minha motivação é alta, tem que ser porque é a minha vida em jogo também."

















