
coachi: "Não estou orgulhoso com o resultado, mas com o processo"
Único time com cinco novatos no Major, a Sharks deixou o campeonato orgulhosa. Não pelo resultado alcançado, mas sim pelo trabalho feito durante o semestre.
"Nós não éramos os favoritos, éramos o time com os cinco novatos e muitas vezes no servidor deu para ver que éramos os iniciantes. Cometemos muitos erros, mas acho que nada fora do normal", disse Hélder "coachi" Sancho, treinador do time, em entrevista à Dust2 Brasil.
"Para a primeira vez dos meninos dá para entender muitos dos erros e problemas que aconteceram", continuou.
Para coachi, o time falhou nas séries md1 anteriores, diante de Lynn Vision e M80.
"O jogo mais difícil para nós foi o da M80. Pela map pool deles e nossa, a md1 era difícil para nós. O jogo que realmente jogamos mal foi o da Lynn Vision, que deveríamos ter feito melhor, mas foi uma experiência, eles jogam muito diferente, até mesmo diferente da própria TYLOO e esse jogo nos pegou de surpresa", explicou.
"O mapa ruim mesmo do campeonato que acho que jogamos muito mal e deveríamos ter ido melhor foi o da Lynn Vision. Os outros foram mais pegados, claro que teve espancos e espancamos de volta, mas foi um CS bonito. O pior foi o da Lynn Vision. Com certeza os três são mais experientes que nós, a HEROIC também tem, então temos que aprender e chegar mais fortes no próximo", completou.
Já na partida eliminatória, diante da TYLOO, o time teve até a vantagem no mapa final, mas não conseguiu fechar o jogo.
"Contra a TYLOO foi pegadíssimo. Tínhamos o jogo na mão, perdemos o forçado dos caras e isso nos desestabilizou mentalmente e as coisas deixaram de encaixar, a comunicação piorou e acabou num resultado muito apertado a nossa eliminação", explicou.
"Talvez a galera não tenha percepção da TYLOO como um time super tier S, mas é um time muito bom, que briga nesses campeonatos com alguns dos melhores. Não foi o que queríamos, gostaríamos de ir mais longe, mas temos muito potencial para trabalhar. Não vamos baixar a cabeça por conta desse resultado", continuou o treinador.
De acordo com coachi, a falta de experiência foi, sem dúvida, o principal problema.
"A falta de experiência atrapalha em muitas coisas, na preparação do jogo, no jogo tático, no estar à vontade para tirar um duelo quando você tem que tirar, porque às vezes você é menos experiente, está mais nervoso e não tira esse duelo, não vai para cima ou vai quando não deve", afirmou.
Orgulho e confiança
A Sharks não quer dar um salto para o tier 1 - coachi acredita que o melhor é chegar lá passo a passo.
"O nosso objetivo agora é participar do nível de campeonatos que estamos participando. Gostaríamos (de estar) em campeonatos como Major, Pro League, BLAST, mas ainda acho que temos um gapzinho de pontos para chegar", disse.
"Estamos jogando campeonatos de nível alto, CCT Global Finals, Stake Ranked e em junho vamos jogar mais um que ainda não está anunciado. Teremos que ser mais coesos para, nesses campeonatos, pegarmos classificações mais em cima. Na Stake ficamos em 4º, para depois começarmos a sonhar com os degraus de cima, com os campeonatos de cima", continuou o treinador.
"Temos que ir passo a passo, com mais sustentação, não estamos pensando no tier S, precisamos nos estabilizar aqui para depois pegar mais esses convites para ganhar essa casca", completou.
E, no meio dessa subida, coachi está orgulhoso.
"Eu não estou orgulhoso com o resultado, porque não era o que queríamos, mas estou orgulhoso com o processo, com tudo que fizemos para chegar aqui. Estou orgulhoso do trabalho do D10S, dos meninos e de como nós chegamos até esse momento", afirmou.
"Vi muita coisa que não gostei durante o Major, de decisões e tudo mais, mas entendo por que elas tenham acontecido e vejo muito potencial para melhorar o time. Precisamos de estabilidade", completou.
coachi está confiante de que, diferente do passado, não perderá jogadores no caminho.
"Em outros momentos da nossa história que chegamos nesse nível, acabamos vendendo jogadores, porque o nível começa a aumentar e todos ficam de olho nos jogadores, é normal, mas não acredito que acontecerá dessa vez. É quase impossível", disse.
"Você olha e vê um projeto que começa a trabalhar de maneira que consegue buscar essa solidez. Estou orgulhoso dos meninos pelo trabalho que eles têm feito, não pelos resultados, mas pelo nível que nos fez chegar até aqui e por termos jogado num nível pegado. Poderíamos ter ganho da TYLOO e eu estar falando com você no 2-2 e não no 1-3. Acho que temos potencial e material", finalizou.
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