
FalleN sobre última Cologne: "Seria muito mais gostoso sair vitorioso"
Gabriel "FalleN" Toledo vai viver muitas últimas vezes nos próximos meses, mas uma em específico é especial. O capitão da FURIA estreou nesta quinta-feira no IEM Cologne Major e disputa, nos próximos dias, o torneio mais especial do calendário do CS pela última vez.
"Já está sendo especial", disse o jogador em entrevista à Dust2 Brasil após a vitória contra a B8 no primeiro dia do Stage 3.
"Inclusive a Letícia veio acompanhar com o Bartô, chegaram esses dias. Eu tive a chance de, em 2017, trazer minha família toda para assistir e, como resolvi jogar até o fim do ano, veio só a Letícia, senão teria vindo mais gente acompanhar", relembrou o jogador.
FalleN disse que o objetivo, é claro, é sair da Catedral com seu terceiro título de Colônia e, ao mesmo tempo, seu terceiro Major.
"Não dá para negar que tem sempre esse sentimento de que talvez seja a última vez que vou jogar, pelo planejamento que temos agora. Tenho aproveitado ao máximo, tentando performar o melhor que posso para tentar ganhar mais algumas taças. Seria muito mais gostoso sair vitorioso, como fizemos ano passado, do que apenas pela caminhada", destacou.
"Os resultados nunca podemos garantir, então temos que garantir o esforço e a nossa caminhada, que está sendo muito legal por enquanto", continuou.
Sair com o cálice, porém, não será fácil. A FURIA teria que, por exemplo, interromper a era da Vitality ou conter um Danil "donk" Kryshkovets mais inspirado do que nunca.
"Temos chances de vitória, temos chances de ganhar esse campeonato, assim como todos esses times. Se você pensar em qualquer um desses jogadores aí entrando em modo nuclear nos jogos, vai ser difícil vencê-los", contou.
"Mas nós também temos não só jogadores individuais como um poder de equipe muito forte, já provamos isso no passado. Entramos de igual para igual com esses caras, sem temer. Obviamente respeitamos as qualidades que eles têm, mas sabendo que podemos impor nosso jogo e sair vitoriosos", completou.
Amigos e rivais
A despedida de FalleN pode ter um gosto amargo se a campanha da FURIA não for boa no Major. Num "bolo" no Valve Regional Standings (VRS), o time precisa ir bem no Stage 3 para garantir convites para os principais campeonatos do segundo semestre - e, além disso, recuperar o posto de melhor time das Américas perdido para a Legacy.
"Fiquei sabendo dessa dinâmica assim que a Legacy venceu esse último torneio e nos passou no ranking das Américas. E foi merecido. Esse ranking da Valve premia muito quem está bem recentemente, leva muito em conta as conquistas dos últimos três ou quatro meses. Ganhar um campeonato como a Legacy ganhou é marcante, rende muitos pontos, e é merecido o lugar que eles estão agora. Cabe a nós performar", explicou.
"Está sim no fundo da cabeça que eu preciso passar esses caras, mas, ao mesmo tempo, não está naquela obsessão de chegar a um ponto em que eu não curta a vitória da Legacy, muito pelo contrário. Gostei muito de assistir ao jogo deles, cheguei a transmitir alguns lá na MADHOUSE. A final foi muito tarde, era na China, mas assim que acabou eu fui ver como foram os jogos", continuou.
"Eu fiquei muito contente por eles. É uma rivalidade saudável, não chega a um ponto de 'preciso dos meus pontos de VRS e quero que vocês percam'. É cada um fazendo o seu, buscando fazer o seu melhor e representando o Brasil, e que estejam jogando os campeonatos quem estiver merecendo mais", completou o jogador.
Com a palavra, FalleN
FalleN também comentou sobre outras mudanças importantes no cenário sul-americano. O jogador mostrou preocupação sobre a diminuição do dinheiro dos stickers.
"Essa nova alteração da Valve em relação aos stickers é um pouco preocupante. Ainda precisamos de mais informações e vamos precisar esperar acabar esse Major para ver como estão os pagamentos em relação aos times. Fiquei com a sensação de que vai dar uma espremida em direção ao centro", disse.
"Quem estava ganhando muito dinheiro porque estava nas melhores cápsulas vai ganhar um pouco menos, e quem estava ganhando menos vai ganhar um pouco mais. Fiquei com a sensação de que deu uma equalizada, mas só o final do Major vai poder dizer isso. Temos que ver como vão ser essas mudanças", completou.
Já sobre a diminuição de vagas das Américas, que caiu de 10 para 9, o jogador entendeu como um processo natural.
"Vai flutuar sempre, é um continente muito grande e, querendo ou não, são bastante vagas também, e temos uma dificuldade na região da NA agora, que não está conseguindo performar tão bem. Eles estiveram próximos de passar, mas ficaram a um round do comeback histórico contra a BIG. Temos que continuar trabalhando no próximo semestre para as equipes estarem bem", disse.
"Está sendo bacana ver muitos times bem. Legacy está bem, 9z está bem, a paiN não conseguiu performar tão bem nesse Major, mas estava apresentando um CS bacana. O MIBR começou a levantar um pouco agora, deu para ver bons jogos. A cena está um pouco mais forte do que em outros Majors, mesmo que as vagas tenham diminuído agora", finalizou.















