
Valve compara caixas de CS com cartas de Pokémon em processo
A Valve pediu o arquivamento da acusação, realizada pela Procuradora-Geral de Nova York, de que a desenvolvedora tem promovido o gambling com as caixas de Counter-Strike 2. No documento, a empresa compara o processo de abertura com cartas de Pokémon e mais.
No memorando, a Valve afirmou que abrir caixas no CS não é uma atividade de risco, já que não há perda por parte do jogador. Ao comprar a chave e abrir uma caixa, é garantido que o usuário vai ganhar uma skin, sem possibilidade de perder ou não ganhar nada.
A Procuradora-Geral de Nova York, Letitia James, argumentou que as skins têm valores reais, já que elas podem ser vendidas no mercado da Valve e em sites terceiros. A desenvolvedora apontou que os fundos na Steam não são dinheiro de verdade e nem podem ser trocados por dinheiro, enquanto as vendas por terceiros não são autorizadas pela empresa, conforme diz o Steam Subscriber Agreement (acordo para uso da Steam).
O argumento utilizado pela Valve diz que o processo de comprar um item que pode ser convertido em dinheiro em uma transação por terceiros engloba também itens como pacotes de cartas de Baseball, Pokemón, Magic The Gathering, Happy Meals (como o McLanche Feliz), brinquedos de cereais, Labubus e pacotes de minifiguras de LEGO.
"Essa é uma teoria extraordinariamente ampla que permitiria que a Procuradora-Geral de Nova York processasse – hoje, sem aviso prévio – qualquer pessoa que faça, distribua ou venda" os itens citados acima, explicou a Valve.
A desenvolvedora do CS também defendeu que não teria como saber que estava cometendo uma atitude ilegal - como argumentado pela Procuradora - já que paga impostos para o Estado de Nova York pelas vendas das caixas por mais de uma década sem nenhuma objeção da Procuradoria-Geral ou qualquer outro regulador, além de que nenhum outro estado criminalizou as "caixas misteriorsas".
Por fim, a Valve pede que o tribunal rejeite a acusação da Procuradora-Geral em sua totalidade e de maneira definitiva, sem possibilidade de recurso.
Letitia James processou a Valve em fevereiro deste ano. No X (antigo Twitter), James disse que a Valve lucrou bilhões de dólares permitindo que crianças e adultos jogassem ilegalmente para terem a chance de ganhar prêmios virtuais valiosos. A Procuradora disse que estes recursos são "viciantes, prejudiciais e ilegais".
Em março, a Valve já havia se pronunciado sobre o processo, também traçando o paralelo das caixas de CS com itens colecionáveis como os Labubus, por exemplo. No mesmo mês, a "Lei Felca" ou ECA Digital, a Lei 15.211/2025, proibiu a abertura de caixas para menores de 18 anos nos jogos. A Valve ainda não anunciou qual medida irá tomar em seus títulos, como CS e DOTA 2.


























