
Entenda por que Valve não vai vender mais cápsulas do Major
A Valve decidiu colocar fim em um de seus itens mais lucrativos. Com a chegada dos cosméticos do IEM Cologne Major, a desenvolvedora anunciou também o fim das cápsulas de adesivos, que eram utilizadas desde o segundo Major da história, em 2014. A empresa disse ter tomado essa decisão para ser mais inclusiva e atender a um pedido dos jogadores.
Na página da atualização, publicada na noite desta quinta-feira, a Valve escreveu:
"No passado nós lançamos adesivos de jogadores e de times em cápsulas. Apesar dessa abordagem ser popular, ouvimos o feedback de jogadores que preferem comprar seus adesivos diretamente. Além disso, jogadores em certas regiões não podem comprar cápsulas de adesivos. Estamos explorando alternativas que deixam todos os jogadores participarem".
No novo sistema, jogadores compram tokens (cada 100 tokens custam R$ 4,99) e, com esses tokens, compram diretamente os adesivos dos times e jogadores escolhidos. O preço de cada item varia de acordo com a demanda - quanto mais vendido um item é, mais caro ele fica -, seguindo uma lógica semelhante a da venda direta de adesivos no Mercado da Steam.
Resta saber se a mudança também passará a ser adotada para os adesivos normais, lançados regularmente sem conexão com nenhum evento de esports.
Apesar da Valve não ter justificado oficialmente, a medida parece uma alternativa para os vários problemas que a desenvolvedora tem encarado com os loot boxes ao redor do mundo. Atualmente, a empresa norte-americana está em processo contra o estado de Nova York por conta da comercialização dos itens. Em vários países, como Bélgica, Holanda e França, há mecanismos próprios na abertura de caixas para atender as legislações. No Brasil, a "Lei Felca" ou ECA Digital, a Lei 15.211/2025, proibiu a abertura de caixas para menores de 18 anos.
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