
forg1: "Me sinto parte da 9z porque eles me fazem sentir assim"
Principal voz do Counter-Strike argentino, Luciano "forg1" Forgione vive um sonho neste final de semana. Mesmo que já tenha transmitido de outras arenas e até da própria LANXESS antes, dessa vez ele e seus "panas" vão assisitir a 9z nos playoffs.
"Estou muito contente de estar aqui outra vez, segundo ano, como você disse, e é muito especial. Essa viagem, esse projeto, fizemos no ano passado em Cologne, em 2025, e falamos: 'No ano seguinte voltaremos aqui e vai ser maior'. Completamos um ano e não sabíamos quem estaria jogando aqui", disse forg1 em entrevista à Dust2 Brasil.
"Ter a 9z aqui é um presente para nós, que os acompanhamos há muitos anos, de cima para baixo, com quedas e subidas. Muito feliz de ter os meninos aqui e eu queria que não fosse contra a FURIA hoje, gostamos muito deles, do Professor, presente. O bom é que quem ganhar vai estar próximo da final. Para nós, espero que seja a 9z, mas, se for a FURIA, também estaremos muito contentes. Bom, é desfrutar do evento", completou.
Um dos maiores apoiadores da 9z, forg1 comentou a campanha do time.
"Quando começou o Major, confiávamos muito sempre no time, mas claramente nunca imaginamos estar aqui. Quando começamos a jogar contra a Vitality, a coisa começa a mudar e passamos a acreditar. Contra a Spirit, tínhamos perdido no Stage 2 e sabíamos que seria mais difícil, mas, quando começamos a ver o que estávamos fazendo na partida, sempre se imagina o melhor. Inclusive, a 9z sempre nos faz acreditar no melhor", disse.
"Acreditamos sempre até dar no que deu. Quando acabou o jogo da Aurora, pensamos que o mental poderia afetar um pouco os meninos, mas fomos surpreendidos com tudo o que fizeram com a The MongolZ. A resiliência que eles têm recentemente é muito boa. Creio que jogar no Brasil também te dá essa resiliência por estar sempre competindo contra um time brasileiro e são jogos muito competitivos. Isso trabalha muito a cabeça e, graças a Deus, estamos aqui", completou.
Parte
Nas palavras, é fácil perceber que forg1 não é só um streamer. Ele se sente parte da 9z.
"Eu me sinto parte porque a galera da 9z me faz sentir assim. Os que trabalham na 9z e os meninos que jogam também", explicou.
"Como você disse, é algo que começamos juntos, transmito as partidas desde 2021, quando chegaram ao primeiro Major, que foi histórico também pela forma como chegaram. Embora eles sejam o motivo do meu sucesso ou o motivo de eu ir bem, a maior parte vem deles e é uma contribuição dos dois lados. Eu com a divulgação e a transmissão das partidas, e eles jogando. Mas, claro que, graças a eles, o cenário cresce cada vez mais também", completou.
Sucesso de audiência
O duelo entre 9z e Spirit, apesar do resultado amargo, foi histórico para forg1. A transmissão na KICK passou de 102 mil espectadores simultâneos, números jamais alcançados antes.
"Estava muito focado no jogo, mas havíamos alcançado o recorde na partida anterior contra a Vitality, quando chegamos a 53 mil, o que já era muito. Quando começamos a jogar contra a Spirit e via o número subindo, incluindo nas redes sociais no geral…", contou.
"Na Argentina está chamando muita atenção, no TikTok, Instagram, os perfis dos meninos estão crescendo muito em engajamento e alcance. Estávamos olhando os números e sabíamos que era muita coisa, mas, quando estamos ali, focados no jogo, acabamos esquecendo a quantidade de gente que está do outro lado. Mas realmente foram muitas pessoas apoiando", completou.
Mais profissionalismo, mais dificuldade
Apesar dos números, o cenário para os streamers da Argentina é ainda mais complexo que o dos brasileiros. Com as dificuldades de obtenção de direitos e falta de patrocínios, tudo é sempre um desafio.
"Está cada vez mais profissional e cada vez mais difícil. Mas, para nós, que viemos da Argentina, a chegada das marcas é diferente, ou eu presumo que seja diferente. No Brasil tem muito mais pessoas consumindo e também é difícil, mas sinto que tem muito mais dinheiro, por assim dizer. Tenho a sorte de ser acompanhado pela 1xBet, que nos dá os direitos. Estar aqui é uma loucura para nós. Somente com meu dinheiro seria impossível fazer isso e por muitas marcas que se interessam também e me acompanham", explicou.
E, além do dinheiro, inspiração também ajuda - e Alexandre "Gaules" Borba, é claro, é uma delas.
"E também o Gaules, que tive o prazer de conhecer agora no hotel, nos cruzamos, e ele foi uma grande inspiração para mim. Creio que ele abriu muitas portas de como se transmite e da abertura a esse tipo de conteúdo. Então, muito obrigado a ele por tudo o que fez em seu trabalho em todos estes anos", afirmou.
E, em eventos como a IEM Cologne, forg1 tem também uma série de desafios - uma arena lotada não é como seu quarto.
"Eu e minha equipe de trabalho nos unimos com o Morocho, que também foi jogador e faz minha análise. Tentamos melhorar nisso sempre. Porque uma coisa é fazer o nosso conteúdo normal e diário em casa. É muito básico estar na sua casa assistindo a Counter-Strike, que são muitas horas. E, quando a gente se prepara para esses lugares, exige muita preparação, mas, felizmente, como eu digo, tenho as marcas que me apoiam", disse.
"Para nós, é preparar a mochila, a mala, o vai e vem, viajar e aproveitar, mas claramente é uma produção gigante e a cabeça começa a se preparar justamente para essas atividades. Embora a gente nunca se dê conta do quão grande isso é, porque a gente vem, curte, se diverte, mas também esquece do trabalho que dá fazer isso aqui, que é algo que dá para ver, e eu agradeço a todos. Felizmente posso curtir meu lado streamer e não estar em outras áreas que talvez não me caibam ou onde eu tenha que focar no que é meu. Então, muito obrigado à galera que trabalha comigo, às marcas, a quem me acompanha também. Isso torna tudo muito mais fácil", completou.
Buenos Aires no horizonte
Enquanto curte um Major, forg1 já tem a cabeça em outro. Em um ano, ele estará cercado não de gringos, mas de argentinos no FiRe Major Buenos Aires, no final de maio.
"Estou muito feliz porque acredito que a galera da FiReLEAGUE, que organiza, merece que a 9z esteja neste Major. Quero que esteja o FalleN com a FURIA, seria nosso sonho. O desejamos, sei que vai ser difícil porque já vai estar na sua aposentadoria, mas, bom, se alguém puder convencê-lo será bem-vindo porque o amamos muito. Esperamos que o
Major de Buenos Aires tenha muitos argentinos e brasileiros da nossa região e que seja também como vem sendo esse Major", disse.
"Já estou pensando no que fazer, a quem convidar, quero fazer com meus amigos também e colocar tudo de mim para ajudar a FiReLEAGUE no que precisar para fazer o campeonato ser o maior possível e que seja, realmente, um espetáculo, porque também precisamos que o nosso país pegue essa tradição das pessoas irem aos eventos, esgotarem os ingressos, apoiarem para que dê mais visibilidade às marcas, aos times, aos jogadores que quiserem jogar", continuou.
"Creio que a região está em um bom nível competitivo com FURIA, Legacy, 9z, paiN, MIBR e tem muito mais times brasileiros, mas eles também estão indo para a internacionalização. Então acredito que precisamos de mais jogadores na nossa região e isso é muito importante para a motivação dos jogadores", finalizou.
Leia também






















