
fer fica "mexido" com Major, mas descarta permanência: "Entendi a hora de encerrar meu ciclo"
Fernando "fer" Alvarenga está de volta… mas nem tanto. Disputando seu 14º mundial da Valve no IEM Cologne Major, o jogador da Gaimin Gladiators disse que estar no principal palco do Counter-Strike ainda mexe com ele.
"Estou acostumado, mas Major é sempre especial, ainda mais eu que estou um tempão parado", disse fer em entrevista à Dust2 Brasil.
"Jogar em Cologne, onde eu já morei, joguei pela SK, que é sediada aqui. Então, obviamente, mexe, sim, Major é sempre muito bom de jogar", completou.
Mais isso não mudou muito a cabeça de fer. Completando para a Gaimin Gladiators só até o final do mundial, o jogador tem sido enfático que não quer retomar a carreira e que só está no time por um tempo contado.
"(Estar aqui) mexe, você sente saudades da época que jogava. Vendo todo mundo ali, resenha, está treinando, o treino está bom, fica animado, relembra a época que eu jogava. Mas, cara, nem assim (pensa em voltar)", disse.
"Para mim já deu essa época, entendi a hora de encerrar meu ciclo e já tinha encerrado ele. Nem voltei, estou aqui só para tapar o buraco que a galera deixou do outro jogador. Obviamente vou torcer para caramba por eles, assisto CS, faço lives, estou sempre no meio, só que jogar profissionalmente não dá para mim", continuou o jogador.
O que afasta o desejo de fer voltar definitivamente é a vida como um jogador profissional. O que é uma rotina dos sonhos para muitos não atrai mais o veterano de 34 anos, mais de uma dezena de troféus internacionais, incluindo dois Majors, e um terceiro lugar na lista de melhores do mundo em 2017.
"Amo competir. Se você perguntar se gosto de jogar um CS à toa, não gosto. 'Ah, vamos jogar um CS de bobeira', não, não sou esse cara. Gosto muito de competir no que sou bom. Competia no CS porque era bom. Minha vida inteira foi assim", disse.
"Para mim, é muito difícil porque escolhi parar de jogar porque não estava tendo uma vida, estava ruim. Na vida, tudo tem seu início, o meio e você tem que entender a hora que precisa encerrar o ciclo", continuou fer.
"Quando parei, estava indo muito bem, não foi por decisão de performance, foi mais porque eu queria viver uma outra parte da minha vida. Como falo para todo mundo, a vida de pro player é muito difícil", seguiu.
fer revelou que, em primeiro momento, nem pretendia aceitar o convite da GG e chegou até a recomendar outros jogadores.
"Estava no Rio de Janeiro e os caras falaram: 'Vai ter uma vaga para jogar o Major, joga para a gente, está difícil de arrumar player'. Ainda citei outros jogadores, falei: 'Se fosse você colocava fulano ou então ciclano', mas ficaram: 'Pô, joga aí e tal', e os caras são meus amigos também, então vamos lá, (falei que) conseguia treinar esse um mês de boa, parar as coisas que estou fazendo para poder treinar, porém é muito difícil viver essa vida o tempo inteiro. Atualmente, não dá para mim", seguiu.
Tudo mudou
Um "trend setter" - alguém que dita as tendências - no passado, fer se vê numa situação diferente agora.
"Quando eu criava minhas coisas, sabia como era o meta e como achar uma brecha ali porque jogava aquilo o tempo inteiro, era mais fácil criar as coisas", disse.
"O jogo é muito diferente, jogado em um ritmo diferente, com muito mais coisas. Na minha época, nem tinha esse negócio de quebrar granada, o que muda muito o meta do jogo. Estou tentando me adaptar ao que tem (de novo). É difícil criar algo sem saber o que tem, então preciso primeiro entender para depois achar uma brecha", seguiu.
Se antes era conhecido por não assistir demos e fazer seu próprio estilo, fer teve que recorrer a um novo hábito.
"Estou tendo que assistir às pessoas para entender como elas estão jogando. Eu não assistia a ninguém porque não gostava de basear meu jogo em nada, porque já entendia tudo o que estava rolando. Hoje, como não entendo 100%, preciso buscar nos outros para entender", contou.
"Eu meio que copio a função dos outros caras, porém no meu estilo. Tem pixels de que não gosto, mas os caras ficam neles nas demos que eu olho. Procuro um pouco mais do meu conforto, porém olho os jogadores para entender o que está rolando atualmente", finalizou.
Leia também





















