
Retrospectiva 2025: relembre como foi o ano do CS brasileiro
O ano de 2025 chegou ao fim, e ele foi marcado por cobranças, mudanças e grandes conquistas para os times brasileiros. O ano marcou a volta do protagonismo do Brasil no Counter-Strike mundial com FURIA e Legacy vencendo grandes títulos. O Brasil também chegou ao topo no cenário feminino, com a FURIA fe sendo campeã pela primeira vez da ESL Impact.
A Dust2 Brasil reuniu os principais momentos que marcaram o ano do Brasil no Counter-Strike.
Primeiros meses ruins para os principais times brasileiros
O começo de 2025 não foi bom para os principais times brasileiros. Equipes como FURIA, paiN e MIBR disputaram os principais campeonatos internacionais como IEM Katowice, BLAST Bounty e ESL Pro League Season 21, mas não tiveram bons resultados em nenhum deles.
Enquanto isso, os times que jogavam em solo brasileiro estavam disputando torneios online. A Imperial foi campeã do Ace South American Masters Spring e do CCT Season 2 South American Series #7. Já o Fluxo foi campeão do CCT Season 2 South American Series #8 e a Solid venceu o CCT Season 2 South American Series #6.
Restruturação nas principais equipes
Em fevereiro André "drop" Abreu, foi movido para o banco de reservas do MIBR, com Raphael "exit" Lacerda assumindo novamente a função de IGL e Breno "brnz4n" Poletto voltando à lineup ativa.
Em março a paiN colocou Kaue "kauez" Kaschuk no banco de reservas, e substituiu o jogador pelo uruguaio Franco "dgt" Garcia. Já a FURIA passou por grandes mudanças em abril. A Pantera contratou Danil "molodoy" Golubenko e Mareks "YEKINDAR" Gaļinskis e assim concretizou sua internacionalização.
Mundial feminino
O ano de 2025 foi marcado pelo primeiro titulo mundial feminino de uma equipe brasileira. A FURIA foi a grande campeã da ESL Impact League Season 7 Finals. A Pantera venceu a Supernova Comets e se tornou o primeiro time feminino a ser campeão do mundial feminino.
Primeiro Major
A Legacy foi a grande surpresa do BLAST.tv Austin Major. A equipe cabou não conquistando a vaga no mundial por meio do qualificatório regional das Américas. Entretanto, o time da BESTIA, que havia garantido o último slot no torneio, teve problemas na obtenção de vistos e não conseguiu disputar o campeonato, assim a Legacy foi convidada para disputar o mundial. A Legacy começou sua caminhada no Major de Austin no Stage 1, avançou por todas as fases e ficou a apenas uma MD3 de se classificar aos playoffs do campeonato.
Já Imperial e Fluxo tiveram resultados ruins. A Imperial acabou sendo eliminada ainda na primeira fase com apenas uma vitória e um total de três derrotas acumuladas na fase. O Fluxo também foi eliminado na primeira fase, mas não conseguiu vencer nenhum jogo e perdeu os três que jogou.
O MIBR começou o mundial pelo Stage 2, mas não conseguiu se classificar para o Stage 3 e foi eliminada em 9°-11° lugar. FURIA e paiN foram os melhores times brasileiros, se classificando para o Stage 3 e depois para os playoffs. As duas equipes brasileiras se enfrentaram nas quartas de final, com a paiN vencendo e seguindo para a semifinal, onde acabou sendo eliminada para a The MongolZ.
Pós Major e primeiros grandes títulos
Depois do BLAST.tv Austin Major Imperial e Legacy disputaram as principais vagas para torneios internacionais. A Imperial ficou com a vaga no Thunderpick World Championship, já a Legacy se classificou para ESL Pro League Season 22 e BLAST Open Fall.
A Imperial também venceu uma LAN nacional. A equipe foi campeã do Circuito FERJEE de Esports, no Rio de Janeiro após vencer a ODDIK por 2 a 1.
Em setembro a FURIA disputou o FISSURE Playground 2, e depois de oito anos o Brasil voltou a vencer um grande campeonato. Depois, a FURIA seguiu para conquistar mais três títulos, sendo campeã da Thunderpick World Championship, IEM Chengdu e da BLAST Rivals Season 2.
Em outubro, a Legacy conquistou seu primeiro titulo internacional. Os brasileiros venceram a 3DMAX por 3 a 2 na grande final do CS Asia Championship e foram os campeões do torneio.
LANs nacionais
O segundo semestre no Brasil foi marcado por várias LANs nacionais open VRS. A primeira foi a FERJEE Rush, e 16 times se enfrentaram, mas o MIBR foi quem levou o título após contratar o awper russo Klimentii "kl1m" Krivosheev e Aleksei "Qikert" Golubev, do Cazaquistão.
Logo depois aconteceu o Circuit X em Curitiba. O torneio foi disputado por times como Imperial, RED Canids, Fluxo, MIBR, Keyd Stars e Gaimin Gladiators. Mais uma vez o MIBR foi quem levou a melhor e saiu com o título.
Em novembro o Circuit X realizou mais um torneio, mas desta vez em São Paulo. Times como Sharks, Imperial e 9z disputaram o torneio, mas o Fluxo foi o grande campeão mesmo jogando desfalcado sem Lucas "decenty" Bacelar, que se recuperava de uma cirurgia.
Segundo Major
Em novembro começou o StarLadder Budapest Major, o segundo mundial de 2025. Este foi o mundial com mais jogadores brasileiros participando, sendo 28 e também com mais times brasileiros, sendo sete times.
Fluxo, RED Canids, Legacy e Imperial começaram o mundial pelo Stage 1. Fluxo, RED e Legacy não conseguiram avançar para próxima fase e foram eliminadas ainda na primeira etapa do mundial. Já a Imperial conseguiu se classificar para o Stage 2.
O MIBR começou o mundial já pelo Stage 2, mas o time não conseguiu vencer nenhum jogo e foi eliminado com três derrotas. Já a Imperial se classificou para o Stage 3.
FURIA e paiN começaram o mundial no Stage 3. A paiN venceu apenas um jogo e perdeu três, e foi eliminada em 12°-14° lugar, assim como a Imperial que também venceu um jogo e perdeu três.
Já a FURIA se classificou para os playoffs. A Pantera enfrentou a NAVI nas quartas de final mas acabou perdendo por 2 a 1 e foi eliminada do Major.
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