exit no Stage 2 do Major com o MIBR

exit avalia trajetória no MIBR e conta: "Pensava em me aposentar lá"

Jogador contou que já está próximo de acertar com novo time

Acostumado a ter um time em toda a carreira, Raphael "exit" Lacerda começou 2026 livre no mercado depois do seu vínculo com o MIBR chegar ao fim. O jogador, que defendeu o time por quase cinco anos, conversou com a Dust2 Brasil sobre futuro, avaliou o tempo que jogou pelo MIBR e o fim da relação com a organização.

"Nunca pensei em sair do MIBR. Era uma organização que me sentia muito bem lá dentro e pensava em jogar mais uns anos e me aposentar lá. No último semestre, algumas coisas aconteceram e esse pensamento começou a mudar. Meu contrato acabava no final do ano passado e já estava com a sensação de que talvez não fosse rolar (a renovação). Acho que vai ser bom para mim também, preciso respirar novos ares. Joguei quase 4 anos na Sharks, quase 5 no MIBR e agora estou em busca de um outro time, que quero ficar bastante também. Não gosto de entrar em um lugar e 'ah, não deu certo, vou sair'. Mas tô tranquilo, não estou magoado, triste. Esse ano será muito bom para mim", contou.

O fim da relação entre MIBR e exit foi anunciado no domingo, quando o jogador publicou no X (antigo Twitter) que estava fora da equipe e estava livre no mercado. As conversas começaram ainda em dezembro após o Major, e a organização explicou que uma parte do clube queria a renovação, enquanto outra não.

"A única coisa que sempre falei é que quanto antes eu soubesse seria melhor para procurar um time. Desde o meu post, dois times vieram me procurar. Nem todo mundo sabe que você está saindo de um time, às vezes a fofoca não rola solta e muita gente foi pega de surpresa com isso. Chegou em um momento que eles não tinham tomado uma decisão do caminho que iriam seguir, mas falei 'pô, já tem campeonato daqui 2-3 semanas e preciso resolver minha vida, não consigo esperar mais' e falei que ia postar no Twitter porque assim alguns times poderiam saber e teria mais oportunidade."

exit diz que sai feliz por ter passado tanto tempo no MIBR, organização que ele tinha sonho de defender desde criança e, agora, é o jogador com mais mapas oficiais pelo clube, com 956 mapas jogados. No entanto, o então capitão conta que não sai 100% satisfeito deste período.

"Queria ter ganhado mais títulos internacionais. No começo de 2024, estávamos em uma fase muito boa em que voltamos para o Brasil e ganhamos vários campeonatos aqui e também vencemos Melbourne. Sempre almejamos chegar nos campeonatos e levar o título porque o nosso trabalho era buscando esse objetivo, mas saio feliz. Individualmente, não realizei meu sonho que é chegar no nível de ganhar um tier-S e estar entre os times que são favoritos para ganhar um título e conseguir vencer um. Esse é meu maior sonho no CS e ainda não realizei".

Entre os altos e baixos que viveu no MIBR, exit sofreu um grande golpe ao ficar fora do IEM Rio Major 2022. O carioca falou da campanha decepcionante na seletiva e a sensação de perder o principal campeonato da história em casa.

"Esse talvez tenha sido o pior momento da minha carreira. Foi um RMR muito abaixo. Por vários anos, todo mundo pedia um torneio no Brasil e veio logo o Major no Rio. Sou carioca, lógico que sempre quis jogar um campeonato desse nível no meu país e principalmente no meu estado. Foi bem triste. Aconteceu muita coisa mental no RMR. Não vou lembrar muito, porém foi o pior momento da minha carreira", avaliou exit.

exit com MIBR no RMR do IEM Rio Major 2022

Próximos passos e futuro distante

Hoje, a carreira de exit é muito atrelada ao MIBR depois dos quase 5 anos na organização, mas, antes, passou quase 4 na Sharks. O jogador projeta manter este padrão e também ter um vínculo longo na sua próxima casa.

"Minha intenção é entrar em uma organização onde consigo ficar até o momento que eu pensar em parar de jogar. Hoje não quero me aposentar, ainda tenho muita lenha para queimar, apesar de estar viajando desde 2017. São oito anos viajando sem parar em casa, me sinto bem, psicologicamente também. Sinto que posso agregar dentro do jogo, então (aposentar) é algo que não passa na minha cabeça, porém quero ir para um lugar onde me sinta bem e possa ficar por anos."

"Ainda consigo manter o meu nível e me sinto bem jogando. Só vou me aposentar quando eu não tiver mais vontade nenhuma ou quando for aposentado - tiver com um nível muito ruim que sinto que não dá mais. Não estou nem perto de nenhum desses dois pontos, então estou tranquilo em relação à isso", seguiu.

Enquanto ainda está apto para jogar e vê a aposentadoria distante, exit não pensa em trabalhar somente como capitão no seu próximo time. Um acerto com uma nova casa, inclusive, está próximo.

"Eu queria resolver minha vida o mais rápido possível porque não queria ficar de fora desse começo de ano. O CS é muito cíclico em relação ao Major e não queria perder essa leva. Não só por isso, mas quero jogar. Desacostumei a não jogar, a não ter um time, não ter um grupinho no WhatsApp e sabendo o que vou fazer na próxima semana. Pode esperar que nesses campeonatos já vou estar presente. Tenho conversas muito adiantadas com um time. Recebi boas propostas e escolhi um (time) que faz bastante sentido para mim e está bem adiantado. Não sei em quantos dias terá anúncio, ainda não está assinado, mas está muito encaminhado."

exit explica que não vai ser o capitão no time que entrar e que recebeu propostas financeiras mais interessantes, porém a ambição de realizar seu sonho - de poder estar entre os times que brigam por títulos de grandes campeonatos - foi essencial na escolha pela nova equipe.

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