
Kakavel diz que MIBR quer manter line e se desculpa por 0-3 no Major
O MIBR deixou o StarLadder Budapest Major sem vencer nenhum mapa, mas a organização não quer fazer mudanças drásticas na escalação. Após a derrota que culminou na eliminação do mundial, Alexandre "Kakavel" Peres, conselheiro do MIBR, disse querer seguir com o atual quinteto.
"É do interesse do MIBR manter o time. Acho que não faz sentido você mudar e não ficar nem três meses com o mesmo time", disse Kakavel em entrevista à Dust2 Brasil.
"Queremos criar essa identidade, criar esse estilo. Mas não é algo que depende 100% de nós. Temos que trabalhar nos bastidores para conseguir fechar bons negócios", completou o diretor.
A situação mais urgente é a de Aleksei "Qikert" Golubev, que está emprestado pela PARIVISION até o final do ano. Klimentii "kl1m" Krivosheev, emprestado pela G2, tem um contrato de empréstimo de duração não revelada publicamente, mas que não se encerra no fim do ano.
"O Major não tem nada a ver com as decisões do futuro. O que temos é o mercado. Estamos no mercado, infelizmente nós temos sim jogadores emprestados e precisamos saber como é que vão ser as negociações agora em diante", afirmou Kakavel.
"Não posso cravar nada até porque não era um período em que estávamos pensando nisso. Agora, a partir do dia de hoje, começa o ano que vem. Então agora vamos entender como é que ficam as negociações e aí sim vamos pensar para o futuro", completou.
Questionado sobre a permanência de jogadores importantes, como kl1m e Felipe "insani" Yuji, o conselheiro foi categórico.
"Sem sombra de dúvidas (queremos a permanência do kl1m). O kl1m não é um jogador qualquer, ele é um jogador fora de base, acima da média. Queremos não só tê-lo pelo resto do empréstimo, como também efetivar a compra definitiva e mantê-lo conosco pelo tempo que for necessário", disse.
"Desde o momento em que começamos a negociação com o MIBR para a aquisição da empresa como um todo, o insani é uma das peças-chave para nós. Nós queremos e vamos fazer todos os esforços possíveis para tê-lo conosco pelo resto da carreira dele. O insani é a cara do MIBR, é cria do MIBR e é o cara que vai trazer títulos e alegria para a torcida", completou.
Kakavel disse acreditar que o time atual pode se tornar um time vencedor.
"O CS como um todo, como todos os outros jogos de alto nível, é um jogo de vivência e não adianta nada você querer ganhar sem vivência e sem viver situações. Vivemos várias situações nesses campeonatos que o time ainda não havia vivido. E a resposta ficou no servidor, não conseguimos desempenhar muito por isso. Mas eu acredito 100% em todas as peças que estão aqui. Acredito no nosso trabalho e sei que, trabalhando corretamente e com bastante suor, vamos chegar lá", disse.
Desculpas
Kakavel não acha que decepção é a palavra certa para definir a eliminação do MIBR, mas diz que o time não conseguiu mostrar seu jogo.
"Não conseguimos impor nosso ritmo de jogo, não conseguimos jogar o que poderíamos jogar. Nessa Mirage (contra Liquid), do meio para frente, acordamos e conseguimos jogar um pouco do nosso jogo", disse.
"Mas não era o resultado que esperávamos, o time se preparou bem com o pouco tempo que tem, conseguiu trabalhar várias coisas. Mas tivemos um campeonato bem abaixo do que podemos apresentar e agora é só pedir desculpa para a torcida. Não era o que a gente esperava para esse campeonato", completou.
Kakavel disse que a eliminação veio de uma soma de fatores, que incluem o pouco tempo de time - formado em setembro deste ano -, a internacionalização e, é claro, a pressão.
"É um time muito novo ainda. É um time que sentiu a pressão de jogar um campeonato. Principalmente depois de internacionalizar, a expectativa é muito grande depois de você trazer um jogador muito experiente, que é o Qikert, e um jogador muito bom, que é o kl1m, e não conseguir desempenhar", afirmou.
"Isso traz uma pressão extra para o próprio grupo, que se cobra. Isso, para mim, é até o ponto positivo, que o time está se cobrando essa melhora. Isso é bom para que eles aprendam e consigam voltar mais fortes no próximo semestre", observou.
O dirigente também viu sinais na partida final do time que se construiu durante o bootcamp de um mês.
"Dentro do bootcamp, o que nosso time mais fez foi aprender a ser reativo, de ler o jogo e reagir ao que o outro time está fazendo dentro do servidor. Você pode ver que hoje, durante a Mirage, o time começou a fazer isso bem. Precisamos entender que o estilo de jogo que estamos fazendo é bem diferente do que vinha sendo feito no time, que sempre foi um time muito bom, mas nunca jogou reativamente", explicou.
"Agora estamos entendendo que o CS está muito assim atualmente, e nosso time está começando a entender como jogar assim. Mas isso é um processo, não é simples, não vai ser da noite para o dia, mas tenho certeza de que vamos voltar bem melhores", finalizou.
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