
Stx: "Estou muito grata por termos vencido, mas sinto que elas jogaram melhor"
Wrenna "Stx" Trampel liderou a Shimmer na vitória sobre a Atrix na primeira semifinal do Rainhas do Clutch na última terça-feira. A capitã da equipe falou sobre a classificação à grande final e destacou o desempenho das rivais no confronto em entrevista à Dust2 Brasil. A jogadora também avaliou a preparação da equipe até a etapa na LAN e disse como o cenário norte-americano pode superar as dificuldades da cena feminina atualmente.
Apesar da vitória por 2 a 1 que garantiu a classificação da equipe, Stx afirmou que as adversárias foram melhores na série. Para a IGL, algumas coisas que não deveriam ter funcionado acabaram dando certo e jogadas individuais foram cruciais na decisão.
"Foi realmente assustador. Quero dizer, tínhamos expectativas muito altas em nós mesmas no primeiro mapa, mas elas jogaram incrivelmente bem. Foi a nossa primeira vez jogando contra a Atrix. Nós vimos elas jogarem um pouco, mas eu sabia que a LyttleZ era a star awper delas, mas ela jogou muito, muito, muito melhor do que eu esperava. Foi realmente assustador."
"Então, honestamente, no segundo mapa, eu pensei... não quero dizer que achei que estava tudo acabado, não disse isso, mas conseguimos fazer algumas coisas que não deveriam ter funcionado, para ser sincera. A empathy, por exemplo, conseguiu alguns picks que nos garantiram alguns rounds que pareciam perdidos, e a Atrix estava se movendo muito mais rápido do que nós. Honestamente, estou muito grata por termos vencido, mas sinto que elas jogaram melhor do que nós."
A jogadora de 26 anos falou sobre como foi buscar a classificação por meio da seletiva da América do Norte e afirmou que o time está aproveitando bastante a passagem pelo Brasil.
"É incrível. Estamos todas muito felizes por estarmos aqui. Tivemos que jogar contra nossa irmã do NA FlyQuest Red para estarmos aqui. Jogamos contra nossa antiga AWP, então foi um pouco assustador, mas, quero dizer, estamos tão gratas de estarmos aqui, estamos amando. O Brasil é muito bonito e todo mundo tem sido tão legal."
Classificada para a grande final do primeiro mundial feminino da FERJEE, a Shimmer aguarda o confronto entre MIBR e Clutchain fe para saber quem enfrentará na decisão pelo título. Independente do resultado, a equipe norte-americana jogará contra um time forte na próxima sexta-feira.
O MIBR vem de um ano dominante no cenário da sul-americano, com duas LANs vencidas na última temporada e um vice-campeonato na ESL Impact Season 8. A outra adversária possui um core que varreu o mundial feminino em edições anteriores, com um trio que conquistou o título sete vezes na história da competição. Stx acredita que o time brasileiro é o favorito na decisão.
"Acho que o MIBR ganha facilmente. Quero dizer, olhando para a Clutchain, eu achei que elas realmente só tem uma jogadora de destaque, a vicu. O MIBR está mais balanceado. Sei que a Olga é o grande nome do time, mas acho que elas são um pouco mais completas como time e conseguem jogar um CS mais caótico e muito melhor do que as europeias."
Na América do Norte, a Shimmer compete em alguns dos principais campeonatos mistos que acontecem na região. Sem torneios voltados à cena feminina, a capitã acredita que seguir atuando nessas competições ajudou o time a se preparar para a disputa no mundial. Com Phoebe "phoebe" Winter, da Austrália, completando para a equipe no Rio de Janeiro, a capitã também falou sobre como a jogadora treinou com o time nos últimos dias.
"Com certeza. Estamos sempre jogando sem parar. Temos a phoebe aqui, da Austrália, então temos treinado bastante, mesmo com ela tendo uns 200 de ping. Ela acorda tipo nove da manhã para treinar conosco. Sim, jogar contra times mistos e em todos os tipos de competição nos ajudou muito. Acho que isso nos ajuda nesses jogos que as coisas estão meio caóticas, quando estamos ganhando rounds que não deveríamos ter ganho ou quando estamos ganhando jogos que não deveríamos."
"Às vezes, parece que o outro time está muito mais preparado que nós, eles estão jogando clean, e eu estou olhando o que eles estão fazendo e estou tipo ‘Esses caras estão fazendo o default contra nós com muita facilidade, sem muito esforço’. Mas temos algumas pequenas coisas que podemos fazer confortáveis só porque todas nós jogamos bastante."
O cenário norte-americano foi um dos mais afetados com o fim da ESL Impact. Sem torneios na região, poucas equipes seguiram na cena. Stx falou sobre como acredita que a América do Norte pode evoluir usando o time da Marsborne como exemplo. A jogadora também destacou o nível das equipes sul-americanas e afirmou que a interação entre os times ajudou na evolução do time.
"Mais jogos contra times brasileiros e sul-americanos. Talvez como quando a Marsborne veio para o Brasil uns meses atrás. Eu sei que eles estavam treinando para tipo, o Major e tentando entrar no VRS, então eles estavam jogando aqui, eles jogaram dois torneios da FERJEE, eu acho. Mas, sinceramente, isso é uma questão de tempo."
"A América do Norte provavelmente vai ficar atrás da América do Sul e de outras regiões por um bom tempo ainda, mas acho que precisamos de mais interação com outras cenas, especialmente a sul-americana. Elas nos ajudaram a evoluir. Não quero dizer que nós ajudamos elas a evoluir, mas é mutuamente benéfico jogar umas contra as outras, trabalhar juntas e simplesmente jogar o jogo."
Assim como a Atrix, a Shimmer é uma organização independente nos Estados Unidos. A capitã falou sobre as dificuldades no cenário e destacou o fato das jogadores serem como uma família, garantindo um bom clima para ajudar a superar todos os desafios.
"É desafiador, com certeza. Quero dizer, nada é realmente perfeito. É isso que eu diria. E imagino que seja a mesma coisa para os times que têm organização e que têm salário. Mas, é tipo, sermos amigas uma das outras, e conseguirmos, não quero dizer lidar umas com as outras, mas é como uma família. Eu vejo todo mundo todos os dias durante umas quatro ou cinco horas de treino e mesmo fora disso, estamos jogando juntas ou conversando. Então, no fundo, o mais importante é se dar bem e garantir que tenhamos uma vibe boa."
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